[ Sapo Portugal ] Macau alarga competição de ‘startups’ lusófonas e chinesas a empresas

A segunda edição do “928 Challenge”, uma competição de ‘startups’ universitárias entre os países de língua portuguesa e a China, vai ser alargada a empresas, foi hoje anunciado em Macau.

Macau alarga competição de 'startups' lusófonas e chinesas a empresas

Vão abrir, a partir de junho, as inscrições para um ‘bootcamp’ ‘online’ de 15 dias, previsto para outubro, durante os quais as equipas deverão criar planos de negócios orientados para a sustentabilidade, disse um dos coordenadores, José Alves.

Os melhores planos serão apresentados ao júri e a potencial investidores na final, prevista para 29 de outubro, durante a Feira Internacional de Macau, acrescentou o diretor da Faculdade de Business da Universidade Cidade de Macau (CityU, na sigla em inglês).

Na primeira edição do “928 Challenge”, em outubro de 2021, inscreveram-se 153 equipas com quase 800 alunos universitários, sendo que 89 entregaram projetos desenvolvidos.

José Alves disse acreditar que este ano seja possível, também com o alargamento da competição a empresas, duplicar o número de participantes e atrair 1.600 alunos de 100 universidades.

O académico sublinhou que o evento “não depende da presença física das ‘startups’ e dos alunos em Macau”, mas admitiu ter esperança num eventual alívio das restrições devido à pandemia que permitisse aos finalistas vieram à região chinesa apresentar os projetos.

O vencedor da primeira edição, um projeto de produção de vacinas probióticas para peixes de aquacultura, da Universidade do Porto, já obteve fundos da União Europeia, mas os alunos ainda não puderam vir a Macau, lamentou José Alves.

O responsável da CityU defendeu que “de certeza que existem investidores na China muito interessados” não apenas no vencedor, mas também no segundo lugar, uma equipa da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau, que pretende instalar painéis solares na região de Gabu, no leste do país.

“Devido a problemas com as transferências, ainda não conseguimos entregar o prémio monetário”, disse José Alves.

Além de permitir aprofundar colaborações académicas entre instituições do ensino superior da Grande Baía e dos países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), a organização pretende identificar projetos de ‘startup’ com potencial para serem implementados e apoiados por investidores de Macau, da Área da Grande Baía ou de países de língua portuguesa.

O concurso tem a organização conjunta do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) e de várias universidades de Macau e da Grande Baía e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A Grande Baía é um projeto de Pequim que visa criar uma metrópole mundial a partir das regiões administrativas especiais chinesas de Macau e de Hong Kong, e nove cidades da província de Guangdong (Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing), com mais de 60 milhões de habitantes.

VQ (EJ) // VM

Lusa/Fim

Source: https://www.sapo.pt/noticias/economia/macau-alarga-competicao-de-startups-lusofonas_62611de9dae3ea6c5f056939

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